sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Evangelismo no Morro do Jorge Turco|RJ - Projeto Unidos em Cristo 25|08|2012


Foi um tempo maravilhoso onde uma unidade entre as igrejas locais está se levantando, pastores e lideres estão chegando a conclusão que precisamos trabalhar juntos!!! Aproximadamente umas 80 pessoas circularam pela comunidade compartilhando o Evangelho do Reino, podemos contar com os irmãos da Assembleia de Deus, Batista Filadélfia, SIBROM, Ministério Fly, Equipe Blizt do Amor e outros... Entrando nas casas podemos conectar as pessoas a Deus e na cracolândia, imagem abaixo, levamos pessoas para o centro de recuperação.

Junte - se a nós, Missão urbanas AMAR mudando a realidade de onde estamos!!!



Por Marcos Felipe & Equipe AMAR

domingo, 2 de setembro de 2012

Evangelismo na Rocinha RJ - 01/09/12 - Realização

Realizamos nesse último sábado oficinas de evangelismo, dança e teatro na base da Igreja Metodista na Rocinha. Estivemos com a fusão dos ministérios: Blitz do Amor, Fly, Metodista de Queimados, Metodista na Rocinha, Missões Urbanas, Missões Cemitas, Etc. 
Foram mais de 50 missionários envolvidos nessa missão. Logo após as oficinas fomos para o "Valão" na comunidade da Rocinha, segundo os moradores, ali está o lugar de maior expressão (dificuldades) na comunidade. Foi tremendo o que Deus fez naquele lugar através das músicas, palavras, danças, teatro (peça "set me free") e Hip Hop de alta qualidade.
Deus está levantando uma juventude que não apenas sente e fala, mas age!
Se estudarmos a história da igreja iremos perceber que recebemos a teoria necessária para nos movermos, esse é um tempo de sabermos quem somos, onde estamos e o que precisa ser feito. Tempo de agir!

AMAR - Missões Urbanas, mudando a realidade de onde estamos...



Paz, Alegria e Justiça na Rocinha é o que queremos, próximo encontro na Rocinha está marcado para dia 13/10/12.

Por: Marcos Felipe

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Alcançando nossas esferas de influência

Às vezes Deus faz coisas dramáticas para nos chamar atenção. Em 1975 eu estava orando e considerando como os cristãos - não somente os da missão a qual eu faço parte, mas todos nós, poderiam mudar o mundo para Jesus. Uma lista veio a minha mente: categorias da sociedade nas quais eu cria que deveríamos nos concentrar para mudar para Deus. Eu escrevi, no dia seguinte eu encontrei o Dr. Bill Brihgt, fundador do Campus Crusade for Christ. Ele me disse que Deus havia dado-lhe algo, diversas aéreas para concentrar-se em trazer as nações de volta a Deus! Elas eram as mesmas áreas, apesar das palavras serem um pouco diferentes.

Aqui está aquela lista ( refinada e clarificada um pouco ao longo dos anos ):

Família – Lar
Religião – A igreja
Educação – Escolas
Governo
Mídia – Comunicações
Artes – entretenimento e esportes
Economia – Negócios, Comércio, ciência e tecnologia

Estas sete esferas de influencia nos ajudarão a formar nações para Cristo, são ferramentas para usarmos no cumprimento de Mateus 28, discipular nações para Ele. Ele obviamente, não teve a intenção de as usarmos em JOCUM. Eu creio que o que Ele deseja é que seu povo use as sete esferas para estender o reino de Cristo por toda a terra. Sendo assim, como que nós pegamos de volta estas sete áreas que são tão influentes em qualquer nação?

Nós devemos tomar território de satanás em oração. Como o poder do Espírito Santo, através das armas poderosas de guerra espiritual descritas em Ef. 6:10-20, 2 Co.10:1-6 e Tiago 4:7-10, nos é dito para destruirmos as fortalezas do diabo. Nós devemos orar contra a influência do inimigo em qualquer área que estamos cientes. Oração é uma parte poderosa da guerra espiritual que usamos para recapturar este mundo para Jesus Cristo.

Nossas orações devem ser específicas. À medida que escutamos a voz do Espírito Santo em nossas mentes ele nos dirá como devemos orar. ( veja Prov. 3:5-6, Isaias 55:8, is. 59:16 ). Então nós oramos para que o Espírito Santo traga sua influência às pessoas numa área estratégica.

Digamos que somos direcionados a orar pelo governo de uma determinada região. Devemos orar para que uma testemunha cristã venha até os indivíduos naquele governo levando-os ao Senhor Jesus.

Depois de termos orado por uma categoria específica, seja ela governo, sistema escolar, ou mídia, seja o que for, Deus pode escolher-nos nesta mesma área pela qual estivemos orando. Ele pode chamar-nos para penetrar neste lugar de influência para Ele, colocando-nos assim como fez com Daniel ou José do Egito, numa posição de autoridade.

Seja qual for a área de influência que Deus nos der, seja a família ou palácio presidencial, nós devemos vivenciar sua vontade em nossas vidas, não devemos fazê-lo de forma a dominar outros, mas devemos ser servos da mesma forma como Jesus o foi. Jesus deseja administrar o mundo através de nós. À medida que seguimos o exemplo de Jesus em nossas esferas de influência, nós trazemos o seu reino à terra.

Consideramos as sete áreas de influência, agora em mais detalhes.

Família Através das famílias, estamos discipulando a próxima geração, para o bem ou para o mal, nós podemos ter lares cristãos seguindo padrões bíblicos para brilhar em lugares espirituais.

ReligiãoJesus ordenou seus discípulos que discipulassem as nações. Nós fazemos isto não estando dentro das igrejas, mas saindo pelo mundo. Igreja é onde nos alimentamos para que possamos levar o reino de Deus por toda a terra.

Educação A próxima geração é influenciada diariamente em nossas escolas e universidades. Cristãos devem se envolver escrevendo currículos, ensinando, administrando e participando em associações de pais e mestres e como membros de conselhos escolares.

Artes (celebração, entretenimento, esportes cultura)Qualquer território que abandonamos, satanás preenche. Isto é o que aconteceu com o mundo do entretenimento. O drama moderno nasceu como forma de evangelismo, peças de teatro medieval sobre moralidade ensinado escritura para um público que não sabia ler. Nós devemos recapturar cada forma de entretenimento para Jesus, buscando-o para dar-nos formas criativas de mostrar ao mundo o autor do drama, espetáculo, beleza, cor, vida, emoção e alegria.

MídiaJornalistas são vistos como servidores de causa própria e manipuladores. Mas ainda assim, a mídia eletrônica e a impressa são cruciais no modelar da sociedade. A maioria das pessoas da mídia tem pouca ou nenhuma crença religiosa: precisamos de cristãos para trazer a verdade para esta esfera.

GovernoA Bíblia é clara: O povo de Deus deve se envolver em política. Pense nos líderes da nação escolhida de Deus, tais como Davi, Salomão, e os que governaram em países pagãos, como Daniel e José, jovens que exerciam princípios piedosos e eventualmente se tornaram primeiro ministros. Se Deus levantou líderes piedosos no Egito antigo e na Babilônia, ele o pode fazer hoje. Mas se cristãos desejarem servir em governo, eles terão de enfrentar uma cova de leões moderna. Deus usará isto para purificá-los e edificar seu caráter, para produzir seu estilo de líderes, líderes servos.

Economia Jesus sabia que era difícil servir a Deus quando somos abençoados materialmente. Mas Deus quer que seu povo seja bem sucedido no mundo dos negócios e sejam missionários ali. O problema não é o dinheiro, mas se o dinheiro significa mais para nós do que Deus ( veja Lucas 18:18-25 ).
Deus nos testará nisto, e poderá pedir-nos para darmos tudo que temos. De igual modo, precisamos de cristãos chamados à ciência e tecnologia como seus campos missionários, pois nuca antes uma sociedade pode fazer tantos milagres tecnológicos e mesmo assim estar tão incertas de suas amarras morais.

Há dois reinos – luz e trevas e eles estão em guerra. Precisamos vencer para o reino da luz e o fazemos à medida que nos movemos para dentro de cada uma dessas sete áreas de influência no espírito oposto ao que satanás está trabalhando. Onde ele espalha ódio, nós devemos mostrar amor, onde a ganância prevalece, devemos dar mais do que qualquer outro. Onde a intolerância está ganhando, devemos mostrar lealdade e perdão. Precisamos orar venha a nós o teu reino, seja feita a sua vontade em qualquer que seja a área de influência para qual Deus nos chamou.

À medida que discipulamos as nações através do ouvir ao mestre e obedecê-lo, Ele nos usará para dar ao mundo sistemas econômicos piedosos, formas de governo baseadas na Bíblia, a educação ancorada na palavra de Deus, famílias que tenham Jesus como cabeça, entretenimento que mostra a Deus em sua variedade e animação, mídia baseada em comunicar a verdade em amor e igrejas que enviam missionários para todas as áreas da sociedade, aí então veremos a grande comissão sendo completada e milhões entrando no reino.
 
Por Loren Cunningham
Fontes: UofN reference guide 2005

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Os Essenciais da Missão


O pacto de Lausanne oficializado em 1974 por líderes de 150 países sintetizou a missão da Igreja dizendo que o propósito de Deus é oferecer o Evangelho todo, por meio de toda a Igreja, a toda criatura, em todo o mundo.
Deixa, assim, bem claro que a missão de Deus é o mundo. O método de Deus é a Igreja. O tempo de Deus é hoje.
Paulo escreve a carta aos Romanos estando em Corinto possivelmente no ano 57. Ele estava de partida para Jerusalém levando a oferta para os crentes pobres e aproveita a saída de Febe, uma senhora de Cencréia nos derredores de Corinto que viajava para Roma, para escrever uma carta a esta nova e respeitada igreja.
Havia na igreja de Roma judeus e gentios, sendo os gentios predominantes. Uma igreja com a fé em Cristo alicerçada e liderança reconhecida. Paulo estava no fim de sua terceira viagem missionária e planeja seu próximo passo. Ele escreve para a igreja antes mesmo de visitá-la. Uma comunidade de crentes no centro do Império em uma cidade com cerca de 1 milhão de pessoas.
Ele era um missionário bem como um teólogo. Como teólogo ele expõe para a Igreja em Roma os fundamentos da fé cristã e fortalece a igreja. Como missionário ele diz que pretende visitá-los de passagem para a Espanha, onde pretendia testemunhar de Cristo. Como teólogo ele diz que a glória de Deus é a finalidade maior da existência da Igreja. Como missionário ele enfatiza que a prioridade diária da igreja é anunciar a Cristo onde ainda não fora anunciado.
Agostinho, Lutero e John Wesley vieram ao Senhor Jesus através dos textos desta carta aos Romanos. Lutero afirma que jamais um texto mudou tanto a vida de homens e mulheres como esta carta. João Crisóstomo pedia que lhe fosse lida esta carta uma vez por semana. Calvino dizia que esta carta era uma introdução à Bíblia. Melancton a transcreveu, duas vezes, à mão, para conhecê-la melhor.
Introdução – Chamado para ser apóstolo
Leiamos todo o capítulo 1 desta carta de Paulo aos Romanos.
No capítulo 1, verso 1, Paulo se apresenta e o faz a partir de suas convicções mais profundas.
Ele aqui é “Paulo, servo de Jesus Cristo, chamado para ser apóstolo, separado para o evangelho de Deus”.
Ele afirma ser “servo” – doulos – escravo comprado pelo sangue do Cordeiro, liberto das cadeias do pecado e da morte e, apesar de livre, cativo pelo Senhor que o libertou.
Ele afirma ser chamado para ser “apóstolo” demonstrando que alguns servos podem ser chamados ao apostolado, porém não há apóstolos que não sejam primeiramente servos.
Ele é “chamado” por Deus. Em Efésios 4 ele entende que o Senhor Jesus chama, dentre todos na Igreja, “alguns” para serem apóstolos, profetas, pastores, evangelistas e mestres.
Quem nós somos, nosso chamado em Cristo, é mais determinante para nosso ministério do que para onde iremos. Não há na Palavra um chamado geográfico (para a China, Índia...), ou mesmo étnico  (para os Indígenas, Africanos...). O chamado bíblico é funcional, quem somos em Cristo Jesus, e não para onde iremos.
Na exposição de Paulo alguns foram chamados para serem  apóstolos, ou “a pedrinha lançada bem longe”, na expressão de John Knox. São aqueles que vão aonde a igreja ainda não chegou. Há os  profetas, que falam da parte de Deus e comunicam Sua verdade. Há os chamados para serem pastores, que amam e cuidam do rebanho de Cristo. Estes são aqueles que amam estar com o povo de Deus e se realizam ministerialmente cuidando deste povo. Há os evangelistas, que são aqui os “modeladores” do evangelho, ou seja, os discipuladores. São os irmãos que fazem um trabalho nos bastidores, de discipulado, extremamente relevante para o Reino, o crescimento e amadurecimento da Igreja. Por fim os mestres, que ensinam a Palavra de forma clara e transformadora. São aqueles que lêem a Palavra e a expõe, e o fazem de forma tão clara que marca vidas e corações.
 Na dinâmica do chamado há certamente uma direção geográfica. Se alguém possui convicção de que Deus o quer na Índia isto significa que há uma direção geográfica de Deus, não um chamado ministerial. Mas notem: a direção geográfica muda, e mudou diversas vezes na vida de Paulo. O chamado, porém, permanece.
Paulo foi chamado para os gentios, como por vezes expressa. Era uma força de expressão para seu perfil missionário pois, com exceção dos judeus, todo o mundo era gentílico. Assim ele expressa em Romanos 15:20 a prioridade geográfica do ministério da Igreja:  “onde Cristo ainda não foi anunciado”. Na época, prioritariamente entre os gentios.  Hoje, porém, pode ser perto e pode ser longe. Uma pessoa, de qualquer língua, raça, povo ou nação, que ainda não tenha ouvido as maravilhas do Evangelho, é a prioridade de Deus para a obra missionária.
Vivemos dias difíceis em que as convicções bíblicas mais profundas são questionadas dentro e fora da Igreja. É necessário alicerçarmos nossas convicções bíblicas missionais.
1. A mensagem missional: o evangelho é o poder de Deus

Leiamos juntos o verso 16:  “Pois não me envergonho do evangelho, porque é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê, primeiro do judeu e também do grego”.

Temos freqüentemente uma má compreensão bíblica sobre o evangelho. No meio missionário ouvimos que o “evangelho está se expandindo”, que o “evangelho está crescendo”, que o “evangelho está sofrendo oposição” pois compreendemos evangelho como Igreja, ou como movimento missionário. Paulo sempre alterna suas ênfase evangelizadora, ora dizendo que prega o evangelho, ora dizendo que prega a Cristo.
Não estamos com isto afirmando que Jesus é o conteúdo do Evangelho, mas que Jesus é o próprio Evangelho. A expressão grega euaggelion – Boas Novas – refere-se ao cumprimento da Promessa –epaggelia. Jesus é, portanto, tanto a epaggelia quanto o euaggelion – tanto a promessa quanto seu cumprimento. É uma expressão validadora que a Promessa profetizada em todo o Novo Testamento está entre nós.
A Promessa chegou, e está entre nós. Ela se chama Jesus.
Jesus, portanto, é o Evangelho. Usando cores fortes no verso 16 Paulo afirma que “não me envergonho do evangelho”, ao que ele quer dizer: “eu não me envergonho de Jesus”. Quando ele afirma que o evangelho“é o poder de Deus” ela deseja comunicar que “Jesus é o poder de Deus”. Quando ele categoricamente destaca que o evangelho é poderoso para “salvar a todo aquele que crê” refere-se a Cristo: Jesus é poderoso para salvar a todo aquele que crê.
Assim, se nos envergonharmos do evangelho, estamos nos envergonhando de Jesus. Se deixarmos de pregar o evangelho, deixamos de pregar a Jesus. Se não cremos no evangelho, não cremos em Jesus. Se passamos a questionar o evangelho, seus efeitos perante as culturas indígenas, africanas e asiáticas, sua relevância, nós não estamos questionando uma doutrina, um movimento ou a Igreja. Nós estamos questionando a Jesus.
O que Paulo expressa neste primeiro capítulo é que, apesar do pecado, do diabo, da carne e do mundo, não estamos perdidos no universo: há um plano de redenção. Ele se chama Jesus. O poder de Deus se convergiu em Jesus. Ele nos amou com amor infinito. Ele está entre nós.
E ele diz de forma claríssima: “Não me envergonho”. A expressão aqui usada para vergonha apontava para uma posição de desconforto, quando alguém é destacado e criticado por muitos, ridicularizado.
Entendamos o contexto. O mundo da época era imperialista humanista e triunfalista. Interessante como as filosofias sociais não mudaram tanto em 2.000 anos.  O evangelho, porém, contendia com todas estas idéias e, assim, colocava Paulo em situação altamente desconfortável ao apresentar Jesus como a verdade de Deus para salvação de todo homem.
 Em um mundo imperialista Roma era o centro do universo e César o único capaz de organizar a sociedade de forma justa. Qualquer outra solução social que não passasse por Roma seria vista  politicamente como uma afronta. Paulo, ao falar  do evangelho de Deus como único capaz de solucionar os conflitos humanos seria combatido politicamente, colocando-o em clara situação de desconforto. A pregação do evangelho, assim, afrontava os pilares sociais e políticos.
Em um mundo humanista, sob influência grega, o homem habitava o centro do universo e qualquer ideologia ou filosofia só faria sentido se glorificasse o próprio homem. Ao falar sobre o evangelho de Deus, e não o evangelho do homem, Paulo certamente seria visto como um simplista cheio de religiosidade, alguém com uma mente menor. A pregação do evangelho, desta forma, afrontava também a filosofia da época.
Em um mundo triunfalista o universo era definido entre os conquistadores e os conquistados. Vencer batalhas e conquistar novas terras era o equivalente ao progresso. Ao falar sobre o evangelho de Deus como o único elemento capaz de vencer, glorificando o próprio Deus e não os homens, Paulo é visto como um derrotado. Desta forma a pregação do evangelho afrontava também a maneira do homem enxergar a vida.
Portanto, há 2.000 anos, falar do evangelho de Deus – falar de Jesus - poderia causar problemas políticos, gerar desprezo intelectual ao pregador e dar-lhe uma identidade de derrotado. Nada tão diferente de nossos dias.
Perante isto o Apóstolo Paulo brada: “eu não me envergonho....”. O evangelho é o poder de Deus. O evangelho é Jesus.
Gostaria de destacar algumas implicações desta nossa convicção missional, de que o evangelho é o poder de Deus.
Em primeiro lugar o evangelho jamais será derrotado pois o evangelho é Cristo. Sofrerá oposição, seus pregadores serão perseguidos. Será caluniado, mas jamais derrotado.
Em segundo lugar o evangelho não é o plano da Igreja para a salvação do mundo mas o plano de Deus para a salvação da Igreja. O que valida a Igreja é o evangelho, não o contrário. Se a Igreja deixa de seguir o evangelho, de seguir a Cristo, se a Igreja passa a absorver o imperialismo, humanismo, triunfalismo, e esquecer-se de Jesus, deixa de ser Igreja. A Igreja só é igreja se for evangélica – se seguir o evangelho.
Em terceiro lugar o evangelho não deve ser apenas compreendido e vivido. Ele se manifestou entre nós para ser pregado pelo povo de Deus. Paulo usa esta expressão diversas e diversas vezes. Aos Romanos ele diz que se esforça para pregar o evangelho (Rm 15.20). Aos Coríntios ele diz que não foi chamado para batizar mas para pregar o evangelho (1 Co 1.17). Diz também que pregar o evangelho é sua obrigação (1 Co 9.16).
Não importa mais o que façamos em nossas iniciativas missionárias, é preciso pregar o evangelho. A pregação abundante do evangelho, portanto, não é aqui apenas o cumprimento de uma ordem ou uma estratégia missionária mas o reconhecimento do poder de Deus. Uma igreja, uma pessoa, uma missão que não proclama Jesus está, paradoxalmente, menosprezando a expressão do poder de Deus na terra e a própria essência do evangelho, que é Jesus.
 Paulo está dizendo, por outro lado, que é possível haver motivos humanos para um sentimento de vergonha, ou seja, constrangimento, ao pregar o evangelho. H averá humilhação, desprezo e perseguição. Mas “não me envergonho” porque é o evangelho é Jesus.
2. A necessidade missional: a humanidade – impiedosa e perversa – é indesculpável

No verso 18 Paulo nos apresenta a um Deus irado contra a atitude humana dizendo: “A ira de Deus se revela do céu contra toda impiedade e perversão dos homens que detêm a verdade pela injustiça”.
No verso 20 ele afirma que Deus se manifestou desde a criação. Deus se manifestou e continuamos impiedosos e perversos. Somos, assim, indesculpáveis.
Notem que a “ira de Deus” não se manifesta contra o homem mas contra a impiedade e perversão do homem.
A “impiedade” refere-se a termos rompido com os valores de Deus. A “perversidade” refere-se a termos rompido com os valores dos homens. Expõe, portanto, um homem corrompido também criador de sua própria verdade.
Nem tudo o que é cultural é puro. O relativismo ético tem tentado moldar a presente geração convencendo-a de que toda prática humana é justificável desde que seja aceita por um grupo, ou seja, pelo próprio homem. A Palavra nos afirma o contrário: as práticas que fomentam o sofrimento do próximo e o distanciamento de Deus nos condenam – somos indesculpáveis.
Nos versículos 19 e 20, Deus se manifesta através da criação e há aqui um elemento universal: um Deus soberano, criador, controlador do universo e detentor da autoridade sobre a criação. Os homens, citados no verso 18, tornam-se indesculpáveis por ser Deus revelado na criação “desde o princípio do mundo”, sendo revelado tanto o “seu eterno poder”, quanto “a sua própria divindade”. Portanto, perante um homem caído, existente em sua própria injustiça, impiedoso e perverso, Paulo não destaca soluções humanas, eclesiásticas ou mesmo sociais. Ele nos apresenta Deus. Na teologia paulina a solução para o homem não é o homem, mas é Deus e Sua revelação.
Paulo está aqui, com forte tônica teológica, descrevendo a necessidade humana. Precisamos de Deus.
Em nosso estado natural após a queda – impiedade e perversidade – estamos perdidos. Podemos convencer alguém de que ele é pecador mas apenas o Espírito Santo poderá convencê-lo de que está perdido. O homem natural não se enxerga perdido, mesmo se enxergando pecador, o que o pretere de buscar a salvação em Cristo. Somente quando o Espírito Santo intervém ele é convencido de sua premente necessidade de Cristo.
O mundo hoje, após 2.000 anos em que esta Palavra foi revelada, continua impiedoso, perverso, perdido e necessitado de Deus.
40 milhões de africanos falam mais de 1.200 línguas que ainda nada conhecem do evangelho de Cristo. Na América Latina 1 terço das línguas nada tem da Palavra de Deus. Há ainda bem mais de 100 etnias indígenas, no Brasil, sem presença missionária, e mais de 180 sem uma igreja local entre eles. A Europa vive hoje uma fase pós cristã onde pregar o evangelho é tarefa das mais árduas. Alguns dizem que verdadeiros missionários pregam o evangelho nos lugares menos desenvolvidos, mais pobres e isolados do planeta. Ledo engano. Na África e na Amazônia pessoas sentam-se ao seu redor para lhe ouvir, mas não na Europa. Ali o evangelho é ridicularizado como também o evangelizador.
 O Islamismo, nos últimos 5 anos cresceu 500% no mundo. O Budismo 100%. O Hinduísmo 70%. O Cristianismo 45%.  O Islamismo não é apenas a religião que mais cresce no mundo hoje mas é também a religião predominante em 43 países. 20% da população mundial é Islâmica. Os Islâmicos esperam se tornar a religião mais ativa na Suécia, França e Inglaterra dentro de 20 anos.
Há mais de 17.000 comunidades ribeirinhas e indígenas sem nada do evangelho no Norte do nosso país. O sul continua sendo um desafio imensurável. Poucas igrejas, pouco avanço, grande necessidade. O nordeste, apesar do abençoado avanço missionário nos últimos 15 anos, ainda possui bolsões onde Jesus é totalmente desconhecido e jamais foi apresentado ao povo local.
Cresce no mundo toda sorte de “perversão dos homens que detém a verdade pela injustiça” (verso 18). Paulo enumera alguns atos de perversão. No verso 20 ele nos fala da perversão filosófica em que os homens, mesmo perante a manifestação de Um que tudo criou, procuram alicerçar suas vidas com base em seus próprios pensamentos corruptíveis. No verso 23 fala-nos da perversão religiosa em que mudaram a glória de Deus, incorruptível, em imagem de homem corruptível bem como de aves, quadrúpedes e repteis. Fala-nos da idolatria. No verso 26 em diante nos fala a respeito da perversão ética  onde ele menciona que o homem deixa o contato natural com a mulher e se relaciona homem com homem, cometendo torpeza.  No verso 28 a Palavra nos diz que, por terem desprezado o conhecimento de Deus, o Senhor os entrega a uma “disposição mental reprovável”. Ou seja, a natureza humana é pecaminosa, e assim o homem se põe a cometer “atos inconvenientes, cheios de injustiça, malícia, avareza e maldade; possuídos de inveja, homicídio, contenda, dolo e malignidade; sendo difamadores, caluniadores, aborrecidos de Deus, insolentes, soberbos, presunçosos, inventores de males, desobedientes aos pais, insensatos, pérfidos, sem afeição natural e misericórdia” (Rm 1.29, 30 e 31).
O homem, portanto, não é condenado por não conhecer a história bíblica. Ele é condenado por não glorificar a Deus. Os homens não são condenados por não ouvirem a Palavra. São condenados cada um por seu pecado.
Há alguns elementos bíblicos neste precioso texto que nos ajudam a pensar em alguns princípios em relação ao evangelho.
Em primeiro lugar há uma verdade universal e supra cultural: Deus é soberano e dono de toda glória. Esta verdade fundamenta a proclamação do evangelho.
Em segundo lugar o pecado intencional (perversidade e impiedade) nos separa de Deus. Não há como apresentar Deus que busca se relacionar com o homem sem expor o pecado humano e seu estado de total carência de salvação.
Em terceiro lugar somos seres culturalmente idólatras. É comum ao homem caído gerar uma idéia de deus que satisfaça aos seus anseios sem confrontá-lo com o pecado. Esta atitude é encontrada em toda a história humana e não colabora para o encontro do homem com a verdade de Deus.
Em quarto lugar a mensagem pregada por Paulo é contextualizada, expondo Deus de forma compreensível.  Não é inculturada, pregando um deus aceitável ou desejável, mas sim um Deus verdadeiro. Se amenizarmos a mensagem do pecado contribuiremos para a incompreensão do evangelho, o sincretismo religioso e o esfriamento do movimento missionário.
3. A manifestação missional: Deus nos convida a crer - o justo viverá por fé
Uma das expressões mais bombásticas em toda a Escritura se encontra no verso 19: “porque Deus lhes manifestou”.
Somos salvos pela manifestação de Deus. As nações  - todo aquele que crê – serão salvas pela manifestação de Deus. Não pela capacidade da Igreja, por suas estratégias bem torneadas, por suas mentes brilhantes, por sua habilidade lingüística ou teológica – mas pela manifestação de Deus.
Deus  não é manifestado, Ele aqui se manifesta. Ele é o iniciador da nossa salvação. Seu amor é a segurança de que somos salvos.
C.S. Lewis nos diz que a imutabilidade do caráter de Deus – Pai amoroso – é a segurança de nossa salvação.  A fé não é a fé na Igreja, ou a fé na própria fé, mas sim a fé em Deus, naquEle que se manifesta.
No capítulo 1, verso 17, Paulo nos diz que “a justiça de Deus se revela no evangelho, de fé em fé, como está escrito: O justo viverá por fé”.
Em meio ao caos do pecado, diz Paulo, o justo viverá. Viverá por fé.
Ele aqui reproduz a mensagem de Habacuque (Habacuque 2:4) que faz esta afirmação 600 anos antes de Cristo .  Para entendermos esta verdade  precisamos pensar no profeta Habacuque.
No primeiro capítulo do livro de Habacuque o profeta denuncia o sofrimento do povo de Deus. Diz que, perante o ataque dos Caldeus, o povo sofre violência, destruição, prisão e humilhação. E pergunta: "Até quando, Senhor, clamarei eu, e tu não me escutarás? Gritar-te-ei: Violência! E não salvarás? Por que me mostras a iniqüidade e me fazes ver a opressão?" (1:2-3). O profeta pede que Deus mude as circunstâncias, que anule o sofrimento.Deus responde à Habacuque, mas não é a resposta que ele deseja ouvir. O Senhor diz que haverá ainda mais destruição, morte e sofrimento. Habacuque se desespera e diz que se porá na torre de vigia. Habacuque não sabe o que fazer.
Pede paz e o Senhor lhe anuncia coisas ainda mais terríveis. Pede que o sofrimento cesse e o Senhor lhe apresenta sofrimento ainda maior. Habacuque, porém, confia no caráter do Senhor e diz: eu esperarei.Ali Habacuque reflete e percebe que Deus possui motivos para castigar o seu povo. Identifica, assim a idolatria, a autoconfiança e a iniqüidade. Habacuque ainda aguarda na torre de vigia e espera a misericórdia do Senhor.

Ao fim ele percebe que Ainda que a figueira não floresça, nem haja fruto na vide; o produto da oliveira minta, e os campos não produzam mantimento; as ovelhas sejam arrebatadas do aprisco, e nos currais não haja gado,  todavia eu me alegro no Senhor, exulto no Deus da minha salvação. O Senhor Deus é minha fortaleza” ( Hc 3: 17-19).O profeta percebe que Deus não perdeu Seu poder mesmo perante o caos. Deus não deixa de ser Deus quando se cala. E Deus permite o caos para nos ensinar a crer. O profeta percebe que Deus o convida a crer, e este é o assunto central neste diálogo entre Habacuque e Deus. Habacuque pede que o Senhor mude as circunstâncias mas Deus lhe convida a crer que Ele é Deus mesmo no meio da tempestade. 

No capítulo 3.17 Habacuque exclama, aquilo que iria levar Paulo após 600 anos a fundamentar a carta aos Romanos, e aquilo que levaria Lutero, após 2.100 anos, a iniciar a Reforma: “O justo viverá por fé”.
Deus não convida os povos a ver, mas sim a crer. Deus nos convida a ter fé. E a fé vem pelo ouvir, e o ouvir da Palavra do Senhor.
Não há nada mais poderoso em nossas ações missionárias do que proclamarmos a Palavra do Senhor. Ela gera fé. Ela transforma o coração mais duro, a nação mais forte, o homem mais ímpio. Ela transformou a minha e a sua vida. Fará isto ainda com milhões. A missão da Igreja não é apenas clamar por paz, ou pedir que o Senhor mude as circunstâncias. A missão da Igreja é proclamar a Palavra que gera fé, converte o coração, transforma as nações.
Conclusão

Partilhamos nestas linhas algumas  convicções missionais. A mensagem missional (o evangelho  - Jesus - é o poder de Deus); A necessidade missional (o homem, impiedoso e perverso, está perdido); A manifestação missional (Deus convida o mundo a crer: o justo viverá por fé).

O pastor Hernandes Dias Lopes diz que a obra missionária é imperativa, intransferível e inadiável.  Ele tem razão. Diz também que a Igreja é a única que não ouve e obedece a voz de Deus.

Deus ordenou, e sua Palavra sempre foi obedecida. Ele disse ‘haja luz’ e houve luz. Falou ao mar e ele se abriu. Sua palavra foi obedecida por demônios que foram expulsos, enfermos que foram sarados, muralhas que caíram. Ele falou à tempestade e ela se acalmou.

Ele também ordenou a igreja: vá por todo o mundo anunciar Jesus a todas as nações.  Após 2.000 anos de Cristianismo Jesus ainda permanece desconhecido por boa parte do planeta, mais de 3.500 línguas faladas por 2 bilhões de pessoas não o conhecem. Será a Igreja, perante todos, a única a desobedecer ao comando do Senhor ?

Por: Ronaldo Lidório

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Desafio para o Evangelismo de Santa Cruz dos Milagres - PI

DESAFIO PARA O EVANGELISMO DE SANTA CRUZ DOS MILAGRES -PI.
(LIGA DA VIDA-PI / PROJETO MACEDÔNIA).

NO PERÍODO DE 11 A 15 DE SETEMBRO MAIS DE 80 MIL PESSOAS IRÃO A CIDADE DE SANTA CRUZ MILAGRES PARA ADORAREM UMA CRUZ QUE FICA EM CIMA DE UM MORRO E UMA ÁGUA DE UM POÇO A QUAL ELES ATRIBUEM MILAGRES NA VIDA DELES.
ESTAREMOS LÁ LEVANDO O EVANGELHO A TODA CRIATURA, HOMENS, MULHERES, CRIANÇAS, JOVENS E IDOSOS EM TODAS AS ESTRATÉGIAS QUE O SENHOR POSSA NOS DAR (PALHAÇO, TEATRO, DANÇA, MUSICAS, POEMAS, ATENDIMENTOS MÉDICOS, SERVINDO CAFÉ, ABRAÇANDO SORRINDO, ORANDO, ETC).

UM DESTAS ESTRATÉGIAS SÃO A ENTREGAS DE ROSAS ARTIFICIAIS PERSONALIZADAS QUE SERÁ USADAS PARA ABORDAGEM DE MULHERES PRINCIPALMENTE IDOSAS QUE SÃO DE UM GRANDE NÚMERO EM MEIO A ROMARIA.

NOSSO DESAFIO É LEVANTAR RECURSOS PARA A COMPRA DE 2000 ROSAS QUE SERÃO USADAS PARA O EVANGELISMO PRINCIPALMENTE EM IDOSAS QUE SE ENCONTREM EM MEIO A ROMARIA.
ESTAS ROSAS SÃO PERSONALIZADAS COM VERSÍCULOS BÍBLICOS.

CUSTO UNITÁRIO DE CADA ROSA É DE R$ 1,00

CONTATO: (86) 9800 4697 / (86) 8854 8735 / (86) 9425 2706 / TIM/OI/CLARO.

ALEXANDRE ALVES
(coordenador do Liga da Vida-PI).

A AMAR APOIA ESSE PROJETO!

Repensando nossa Missão como Igreja de Cristo


Hoje em dia vemos tantas coisas "acrescentadas" no evangelho (boas novas), tantos evangelhos (boas novas) que tentam esconder o verdadeiro Evangelho do Reino de Deus (boas novas do Reino de Deus). Em um dos nossos seminários (Inconformados) o Pr. Rodrigo Resende ministrando sobre contra-cultura fez uma comparação muito interessante: Ele pegou um copo com água pura e cristalina, e começou explicar que o Evangelho do Reino era assim, puro e transparente e depois perguntou: Alguém quer beber?! Logo depois ele começou a contar algumas histórias como o evangelho ao logo do tempo foi recebendo alguns acréscimos e foi colocando vários ingredientes na água, tais como: Café, cachaça, cerveja, pó royal, etc... No final da história ele perguntou: E agora, alguém quer beber?. Em dias de muita apostasia podemos identificar o hedonismo e a depressão cada dia mais fortes e os cristãos cedendo a pressão do mundo e deixando o verdadeiro propósito para segundo plano; Jesus disse: "Buscai em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas" (Mt. 6:33). Eu acredito numa Igreja que não está como a Roma antiga, só querendo "pão" e "circo", ou seja, comida e diversão, só preocupada em encher a barriga e se divertir, aonde os playstations e churrasquinhos são mais importantes do que a oração e o evangelismo. Eu acredito numa Igreja que se preocupa com o Reino de Deus, com a justiça social para os menos favorecidos, que chora pelos perdidos, uma Igreja que se preocupa com a salvação dos ricos sem querer nada em troca deles; Eu acredito numa Igreja gloriosa, que enxerga além deste mundo tão partidarista, pequeno e egoísta, que está totalmente envolvida na causa do Rei e do Reino. Cheguei a uma conclusão: PRECISAMOS REPENSAR NOSSA MISSÃO COMO IGREJA DE CRISTO.

Maycon Barroco (Missão AMAR)

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Notícias do Campo: Evangelismo no Morro do Jorge Turco

No dia 25 de agosto estaremos cooperando numa ação evangelística (Unidos em Cristo) no Morro do Jorge Turco no Rio de Janeiro. Convidamos vocês para essa ação do corpo de Cristo.

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

O Espírito Santo e as Missões

o Pentecoste em Atos 2 como manifestação construtora do Espírito na formação do caráter da Igreja

Neste artigo pensaremos juntos sobre a relação do Espírto Santo com a obra missionária, a clara ligação entre Sua manifestação em Atos 2 e Atos 13 e a promoção da evangelização aos de perto e aos de longe.
Se olharmos o panorama mundial da Igreja evangélica perceberemos que o crescimento evangélico foi 1.5 % maior que o Islã na ultima década. O Evangelho já alcançou 22.000 povos nestes últimos 2 milênios. Temos a Bíblia traduzida hoje em 2.212 idiomas. As grandes nações que resistiam o Evangelho estão sendo fortemente atingidas pela Palavra, como é o caso da Índia e China, que em breve deverão hospedar a maior Igreja nacional  sobre a terra. Um movimento missionário apoiado pela Dawn Ministry plantou mais de 10.000 igrejas-lares no Norte da Índia na última década, em uma das áreas tradicionalmente mais fechadas para a evangelização. No Brasil menos evangelizado como o sertão nordestino, o norte ribeirinho e indígena, e o sul católico e espírita, vemos grandes mudanças na última década, com nascimento de novas igrejas, crescimento da liderança local e um contínuo despertar pela evangelização. No Brasil urbano a Igreja cresceu 267% nos últimos 10 anos. Apesar dos diversos problemas relativos ao crescimento e algumas questões de sincretismo que são preocupantes no panorama geral, vemos que o Evangelho tem entrado nos condomínios de luxo de São Paulo e nos vilarejos mais distantes do sertão, colocando a Palavra frente a frente com aquele que jamais a ouvira antes. Há um forte e crescente processo de evangelização no Brasil.

Duas perguntas poderiam surgir perante este quadro: qual a relaçao entre a expansao do Evangelho e a pessoa do Espírito Santo ? E quais os critérios para uma Igreja, cheia do Espírito, envolver-se com a expansão do Evangelho do Reino ?

Em uma macro-visão creio que esta relação poderia ser observada em três áreas distintas, porém, interrelacionadas: a essência da pessoa do Espírito e Sua função na Igreja de Cristo; a essência da pessoa do Espírito e Sua função na conversão dos perdidos; e por fim a clara ligação entre os avivamentos históricos e o avanço missionário.


A essência da pessoa do Espírito e sua função na Igreja de Cristo.

Em Lucas 24 Jesus promete enviar-nos um consolador, que é o Espírito Santo, e que viria sobre a Igreja em Atos 2 de forma mais permanente. Ali a Igreja seria revestida de poder. O termo grego utilizado para ‘consolador’ é ‘parakletos’ e literalmente significa ‘estar ao lado’. É um termo composto por duas partículas: a preposição ‘para’ - ao lado de -  e ‘kletos’ do verbo ‘kaleo’ que signfica chamar. Portanto vemos aqui a pessoa do Espírito, cumprimento da promessa, habitando a Igreja, estando ao seu lado para o propósito de Deus.

Segundo John Knox a essência da função do Espírito Santo é estar ao lado da Igreja de Cristo, fazê-la possuir a Face de Cristo e espalhar o Nome de Cristo. Nesta percepção, O Espírito Santo trabalha para fazer a Igreja mais parecida com seu Senhor e fazer o nome do Senhor da Igreja conhecido na terra.

A essência da pessoa do Espírito e sua função na conversão dos perdidos.

Cremos que é o Espírito Santo quem convence o homem do seu pecado.
O homem natural sabe que é pecador porém apenas com a intervenção do Espírito ele passa a se sentir perdido. Há uma clara, e funcional, diferença entre sentir-se pecador e sentir-se perdido. Nem todo homem convicto de seu pecado possui consciência de que está perdido, portanto, necessitado de redenção. Se o Espírito Santo não convencer o homem do pecado e do juizo, nossa exposição da verdade de Cristo não passará de mera apologia humana.

A Igreja plantada mais rapidamente em todo o Novo Testamento foi plantada por Paulo em Tessalônica. Ali o apóstolo pregava a Palavra aos sábados nas sinagogas e durante a semana na praça e o fez durante 3 semanas, nascendo ali uma Igreja.  Em 1º Tess. 1:5 Paulo nos diz que o nosso evangelho não chegou até vos tão somente em palavra (logia, palavra humana) mas sobretudo em poder (dinamis, poder de Deus), no Espírito Santo e em plena convicção (pleroforia, convicção de que lidamos com a  verdade).

O Espírito Santo é destacado aqui como um dos três elementos que propiciou o plantio da igreja em Tessalônica. Sua função na conversão dos perdidos, em conduzir o homem à convicção de que é pecador e está perdido, sem Deus, em despertar neste homem a sede pelo Evangelho e atraí-lo a Jesus é clara. Sem a ação do Espírito Santo a evangelização não passaria de apologia humana, de explicações espirituais, de palavras lançadas ao vento, sem público, sem conversões, sem transformação.


A clara ligação entre os avivamentos históricos e os movimentos missionários.

Se observarmos os ciclos de avivamentos perceberemos que a proclamação da Palavra torna-se uma consequência natural desta ação do Espírito. Vejamos.

Fruto de um avivamento, a partir de 1730  John Wesley durante 50 anos pregou cerca de 3 sermões por dia, a maior parte ao ar livre, tendo percorrido 175.000 km a cavalo pregando 40.000 sermões ao longo de sua vida.

Fruto de um avivamento, em 1727 a Igreja moraviana passa a enviar missionários para todo o mundo conhecido da época, chegando ao longo de 100 anos enviar mais de 3.600 missionários para diversos países.

Fruto de um avivamento, em 1784, após ler a biografia do missionário David Brainard,  o estudante Wiliam Carey foi chamado por Deus para alcançar os Indianos. Após uma vida de trabalho conseguiu traduzir a Palavra de Deus para mais de 20 línguas locais e sua influência permanece ainda hoje.

Fruto de um avivamento, em 1806 Adoniram Judson tem uma forte experiência com Deus e se propõe a servir a Cristo, indo depois para a Birmânia, onde é encarcerado e perseguido durante décadas, mas deixa aquele país com 300 igrejas plantadas e mais de 70 pastores. Hoje, Myamar, a antiga Birmânia, possui mais de 2 milhões de cristãos.

Fruto de um avivamento, em 1882 Moody pregou na Universidade de Cambridge e 7  homens se dispuseram ao Senhor para a obra missionária e impactaram o mundo da época. Foram chamados “os 7 de Cambridge”, que incluía Charles Studd (sua biografia publicada no Brasil chama-se “O homem que obedecia”). Foi para a África,  percorreu 17 países e pregou a mais de meio milhão de pessoas. Fundou A Missão de Evangelização Mundial (WEC International) que conta hoje com mais de 2.000 missionários no mundo.

Fruto de um avivamento, em 1855 Deus falou ao coração de um jovem franzino e não muito saudável para se dispor ao trabalho transcultural em um país idólatra e selvagem. Vários irmãos de sua igreja tentavam dissuadí-lo dizendo: “para que ir tão longe se aqui na América do Norte há tanto o que fazer ?” Ele preferiu ouvir a Deus e foi. Seu nome é Simonton (1833-1867) que veio ao nosso país e fundou a Igreja Presbiteriana do Brasil.

Fruto de um avivamento, em 1950 no Wheaton College cerca de 500 jovens foram chamados para a obra missionária ao redor do mundo. E obedeceram. Dentre eles estava Jim Elliot que foi morto tentando alcançar a tribo Auca  na Amazônia em 1956. A partir de seu martírio houve um grande avanço missionário em todo o mundo indígena, sobretudo no Equador.  Outro que ali também se dispôes para a obra missionária foi o Dr Russel Shedd que é tremendamente usado por Deus em nosso país até o dia de hoje.

Tendo em mente, nesta macro-estrutura,  os três níveis de relação entre o Espírito Santo e as Missões, podemos observar alguns valores bíblicos sobre este tema, revelados em Atos 2, durante o Pentecoste.

O Pentecoste e as Missões

O Espírito Santo é a pessoa central no capítulo 2 de Atos e Lucas é justamente o autor sinóptico que mais fala sobre Ele utilizando expressões como “ungido” pelo Espírito, ou “poder” do Espírito ou ainda “dirigido” pelo Espírito (Lc 3:21; 4:1, 14, 18) demonstrado que na teologia Lucana o Espírito Santo era realmente o ‘Parakletos’ que viria.

O Pentecoste, dentre todas as festas judaicas,  era, segundo Julius,  o evento mais frequentado e acontecia sob clima de reencontros já que judeus que moravam em terras distantes empreendiam nesta época do ano longas jornadas para ali estar no quinquagésimo dia após a páscoa.

Chegamos ao momento do Pentecoste. Fenômenos estranhos aos de fora e incomuns à Igreja aconteceram neste momento e a Palavra os resume falando sobre um som como “vento impetuoso” (no grego ‘echos’, usado para o estrondo do mar);  “línguas como de fogo” que pousavam sobre cada um, “ficaram cheios do Espírito Santo” e começaram a falar “em outras línguas”. Lucas fecha a descrição do cenário com a expressão no verso 4: “segundo o Espírito lhes concedia”.

Outras línguas. O texto no versículo 4 utiliza o termos eterais glossais para afirmar que eles falaram em outras glosse , línguas, expressão usada para línguas humanas, idiomas. Mas, a fim de não deixar dúvidas, no versículo 8, o texto nos diz que cada um ouviu em sua “própria língua” usando aqui o termo dialekto que se refere aos dialetos ali presentes. As línguas faladas, e ouvidas, portanto eram línguas humanas e não línguas angelicais, neste texto em particular, no Pentecoste. Mas onde ocorreu o milagre? Naquele que falou ou nos ouvidos dos que ouviram ? É possivel que tenha sido nos ouvidos dos que ouviram pois a mensagem, pregada, foi compreendida idia dialekto - no próprio dialeto de cada um. O certo, porém, é que Deus atuou sobrenaturalmente a fim de que a mensagem do Cristo vivo fosse compreendida, clara e nitidamente, por todos os ouvintes.

Em meio a este momento atordoante (vento, fogo, som, línguas) o improvável acontece. Aquilo que seria apenas uma festa espiritual interna para 120 pessoas chega até as ruas. O caráter missiológico do evangelho é exposto. O Senhor com certeza já queria demonstrar desde os primeiros minutos da chegada definitiva do Espírito sobre a Igreja que este poder – dinamis de Deus -  não havia sido derramado apenas para um culto cristão restrito, a alegria íntima dos salvos ou confirmação da fé dos mártires.

O plano de Deus incluía o mundo de perto e de longe em todas as gerações vindouras e nada melhor do que aquele momento do Pentecoste quando 14 nações, ali presentes e, no meio desta balbúrdia da manifestação de Deus, cada uma – milaculosamente – passou a ouvir o Evangelho em sua própria língua.

Era o Espírito Santo mostrando já na sua chegada para o que viria:  conduzir a Igreja a fazer Cristo conhecido na terra. Em um só momento Deus fez cumprir não apenas o “recebereis poder” mas também o “sereis minhas testemunhas”. A Igreja revestida nasceu com uma missão: testemunhar de Jesus.

Daí muitos se convertem e a Igreja passa de 120 crentes para 3.000, e depois 5.000. Não sabemos o resultado daqueles representantes de 14 povos voltando para suas terras com o Evangelho vivo e claro, em sua própria língua, mas podemos imaginar o quanto o Evangelho se espalhou pelo mundo a partir deste episódio. Certamente o primeiro grande movimento de impacto transcultural da Igreja revestida.

No verso 37 lemos que, após o sermão de Pedro, em que anuncia Cristo, “ouvindo eles estas coisas, compugiu-se-lhes o coração” e o termo usado aqui para compungir vem de katanusso, usado para uma “forte ferroada” ou ainda “uma dor profunda que faz a alma chorar”.  A Palavra afirma que “naquele dia foram acrescentadas quase três mil almas”. O Espírito Santo usando o cenário do Pentecoste para alcançar homens de perto e de longe.

Podemos retirar daqui algumas conclusões bem claras. Uma delas é que a presença do Espírito Santo leva a mensagem para as ruas, para fora do salão e alcança apenas pelos quais o sangue de Cristo foi derramado. Desta forma é questionável a maturidade espiritual de qualquer comunidade cristã que se contente tão somente em contemplar a presença do Senhor. A presença do Espírito, de forma genuína, incomoda a Igreja a sair de seus templos e bancos. A Não se contentar tão somente com uma experiência cúltica aos domingos. A procurar, com testemunho Santo e uso da Palavra de Deus, fazer Cristo conhecido aos que estão ao seu redor.

Havia naquele lugar, ouvindo a Palavra de Deus através de uma Igreja revestida de Poder pelo Espírito Santo, homens de várias nações distantes, judaizantes, além de judeus de perto, que moravam do outro lado da rua. De terras distantes,  o texto, Atos 2: 9 a 11, registra que havia “nós, partos, medos, e elamitas; e os que habitamos a Mesopotâmia, a Judéia e a Capadócia, o Ponto e a Ásia, a Frígia e a Panfília, o Egito e as partes da Líbia próximas a Cirene, e forasteiros romanos, tanto judeus como prosélitos, cretenses e árabes-ouvímo-los em nossas línguas, falar das grandezas de Deus”. Uma Igreja revestida da Espírito deve abrir seus olhos também para os que estão longe, além barreiras, além fronteiras, nos lugares improváveis, onde Cristo gostaria que fôssemos.

Que efeitos objetivos na construção do caráter da Igreja produziu a presença marcante e transformadora do Espírito ?

A ação do Espirito Santo não produz uma Igreja enclausurada

Esta Igreja cheia do Espírito Santo passa a crescer onde está e em Atos 8 o Senhor a dispersa por todos os cantos da terra. E diz a Palavra que,  “os que eram dispersos iam por toda parte pregando a Palavra”. Vicedon nos ensina que uma Igreja cheia do Espírito é uma igreja missionária, proclamadora do Evangelho, conduzida para as ruas.


A ação do Espírto Santo não produz uma Igreja segmentada

Após a ação do Espírito sobre os 120, depois 3.000, depois 5.000, não houve segmentação, divisão, grupinhos na comunidade.  Certamente eles eram diferentes. Alguns preferiam adorar a Deus no templo, outros de casa em casa. Alguns mais formais, judeus e judaizantes, outros bem informais, gentios. Alguns haviam caminhado com Jesus. Outros não o conheceram tão de perto. Mas esta Igreja possuía um só coração e alma, como resultado direto do Espírito Santo. Competições, segmentações, grupinhos, portanto, são uma clara demonstração de carnalidade e necessidade de busca de quebrantamento e entrega a ação do Espírito na vida da Igreja.

A ação do Espírito Santo não produz uma Igreja autocentrada

Certamente uma Igreja que havia experimentado o poder de Deus, de forma tão próxima e visível, seria impactada pelo sobrenatural.  Porém, quando a ação sobrenatural é conduzida pelo Espírito Santo a única pessoa que se destaca é Jesus, a única pessoa exaltada é Jesus, a única que aparece com louvores é Jesus. Esta Igreja que experimentou o Espírito no Pentecoste passa, de forma paradoxal, a falar menos de sua própria experiência e mais da pessoa de Cristo. O egocentrismo eclesiástico  não é compatível com as marcas do Espírito.

Creio, assim, que nossa herança provinda do Pentecoste precisa nos levar a sermos uma Igreja nas ruas (não enclausurada), uma Igreja Cristocêntrica com amor e tolerância entre os irmãos (não segmentada ou partidária), uma Igreja cuja bandeira é Cristo, não ela mesma (não egocêntrica), e por fim uma Igreja proclamadora, que fala de Cristo perto e longe. Que as marcas do Pentecostes continuem a se manifestar entre nós.

Ronaldo Lidório